sexta-feira, 28 agosto 2020 11:40
Atualidade

Medicina Interna e formação pré-graduada: que papel?

O tema "Contributo da Medicina Interna (MI) na formação do aluno e implicações para a estrutura do serviço" foi exposto pelo Prof. Doutor Armando Carvalho, que avançou questões pertinentes em entrevista à News Farma. Assista ao vídeo.

Tendo como ponto de partida a realidade nacional, o Prof. Doutor Armando Carvalho constatou que não existem “verdadeiramente hospitais universitários”. “Estão todos dependentes do Ministério da Saúde. Os hospitais públicos estão integrados no Serviço Nacional de Saúde e são organizados e avaliados tendo em conta as atividades assistenciais”, especificou o diretor do Serviço de MI do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
O professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra entende que se “um hospital tem uma ligação a uma universidade, mesmo que a tutela não seja a instituição de ensino, deve ter uma organização que possibilite um ensino de qualidade. Para tal, precisa de ter uma dotação de pessoal adequada e de realizar investigação científica. Também deve ter em conta que o ensino de qualidade depende igualmente da existência de doentes representativos da maioria dos casos, para que os alunos possam ser expostos à patologia mais frequente e possam adquirir capacidade de observação e raciocínio clínico”.
O Prof. Doutor Armando Carvalho referiu ainda que “se os serviços de MI ficam demasiado isolados e desenquadrados de todo o hospital acabam por ter um tipo de patologia que não representa aquela com que o aluno deve contactar”. Neste sentido, defende uma estrutura departamental nos hospitais, em que o Serviço de MI e os internistas trabalhem em diálogo com outras especialidades. Por outro lado, chamou a atenção para a existência de espaço suficiente, de forma que “os alunos não estejam amontoados”, algo que “ficou visível com a pandemia”. Afirmou, por isso, que é “fundamental que algumas medidas adotadas no âmbito da pandemia continuem em prática no futuro”.
No entender do diretor do Serviço de MI do CHUC debater os problemas é essencial. “A MI não tem hoje nas faculdades o peso que deveria ter e que já teve.”

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