sábado, 29 agosto 2020 16:14
Atualidade

Repensar estratégias na área do VIH/SIDA

A mudança do paradigma no acompanhamento e no tratamento das pessoas que vivem com VIH suscita sempre o debate. Alguns assuntos relacionados com a infeção integraram, pois, o programa científico do Congresso pela mão do Núcleo de Estudos da Doença VIH (NEDVIH) da SPMI. O Dr. José Vera focou a competência para o acompanhamento dos doentes seropositivos. Veja a entrevista.

O Dr. José Vera, especialista em MI no Hospital do Barreiro, apontou as modificações que ocorreram ao longo dos últimos anos relacionadas com a infeção VIH/SIDA como algo “cada vez mais pertinente e mais importante no seguimento dos doentes seropositivos”. Em entrevista à News Farma lembrou o desconhecimento verificado no início, bem como “a grande luta”, que nessa altura passava por “tentar controlar a infeção viral”. Todavia, hoje em dia, “a situação modificou-se para melhor”, disse e completou que “já não é tão premente a preocupação de controlar a infeção, uma vez que os avanços farmacológicos são francamente eficazes e os medicamentos deixam menos preocupações do passado como o número de comprimidos, o número de tomas ou o abandono da terapêutica”.
O internista referiu que a população infetada com VIH/SIDA é diferente. E, como tal, “as nossas preocupações alteraram”, comentou e especificou que uma das preocupações atuais é detetar a infeção cada vez mais cedo. O acompanhamento dos doentes com co-patologia é igualmente outro cuidado, de forma a “controlar precocemente a doença e aumentar a sobrevida dos doentes”.
A alteração da filosofia no acompanhamento destes doentes conduz a uma mudança de estratégias, em especial aqueles que têm co-patologias. “Precisamos ter conhecimentos da infeção VIH, mas também de outras doenças. Multiplicar consultas é errado, até porque a maioria dos nossos doentes tem dificuldades económicas e sociais. Se conseguirmos dar o maior número de respostas na mesma consulta, melhor. É urgente equacionar, no sentido de ter um seguimento ser mais diferenciado, deixando para as especialidades o que necessita de especialização”, mencionou o Dr. José Vera.
E, a propósito da formação, o NEDVIH tem promovido ações de formação sobretudo junto das camadas mais jovens de internistas. “Este ano vamos ter o primeiro curso intensivo de infeção e doença VIH que se irá realizar em final de setembro em Tomar”, avançou o internista.

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