“O futuro terá de passar por uma Medicina mais integrada e em equipa”

“O futuro terá de passar por uma Medicina mais integrada e em equipa”

A insuficiência cardíaca voltou a ter um papel presente no programa do 29.º Congresso Nacional de Medicina Interna. Para discutir a abordagem, uma mesa-redonda reuniu a cardiologista Prof.ª Doutora Cristina Gavina, o clínico de Medicina Geral e Familiar Prof. Doutor Jonathan Santos, e o internista Dr. Pedro Carreira. O médico do Centro Hospitalar de Setúbal cedeu em entrevista os seus destaques da sessão.

Vídeo

O Dr. Pedro Carreira achou curiosa a forma como as três palestras, sem qualquer alinhamento, convergiram na mesma realidade. “As três experiências diferentes que apresentámos mostram que identificamos as dificuldades, conseguimos lidar com cada realidade que temos nos hospitais ou nas USF e tirar o melhor de cada local onde trabalhamos, e obtemos resultados muito interessantes”, compara o o internista.

Considera o futuro encorajador, passando um período em que a patologia não era abordada conforme a mais recente evidência científica, e que agora houve fortes melhorias na prática clínica, com melhor identificação dos objetivos terapêuticos e dos alvos a monitorizar, o que se reflete nos melhores cuidados aos doentes. 

“É preciso criar ligações entre as especialidades, com um trabalho a ser desenvolvido em conjunto, em que o individual fica para segundo plano. Assim poderemos vir a ter o impacto desejado na mortalidade e prolongar a vida dos doentes com insuficiência cardíaca”, conclui o Dr. Pedro Carreira.

 

 
 

 

 

sexta-feira, 05 maio 2023 12:40
Atualidade